14 de jul de 2011

Vida em condomínio: sonho ou pesadelo?


Com seus altos muros, portaria equipada e uma proposta de maior segurança e melhor qualidade de vida, os chamados “condomínios fechados” têm sido, cada vez mais, a opção de moradia das famílias das classes média e alta brasileiras. Os grandes loteamentos, com casas confortáveis, quintais amplos e farta área de lazer, são encontrados nos arredores de praticamente todas as grandes e médias cidades. Violência, trânsito, poluição e alto custo de vida são as principais queixas de quem deixa o centro urbano.

A expectativa dos investidores do mercado imobiliário é que a população das grandes cidades migre para os condomínios suburbanos significativamente na próxima década. Os bairros periféricos, que até pouquíssimo tempo atrás eram desprezados pelas classes de melhor poder aquisitivo, passam por uma significativa repaginação, e a melhora na infraestrutura dos serviços públicos, especialmente daqueles que contam com concessões à iniciativa privada, favorecem novos investimentos.

E toda essa expectativa de mudanças leva a um importante questionamento: o morador com perfil urbano, geralmente isolado e protegido em seu próprio núcleo familiar, está preparado para viver de maneira mais expansiva, aberto à interação social?

A maioria dos novos condomínios dispõe de infraestrutura de lazer completo, contando com quadras esportivas, salão de festas, piscinas, churrasqueiras, pista de cooper, sauna, academia, lan house, espaços gourmet, pet, zen, mulher, kids, entre outros inúmeros itens que compõem os moderníssimos “condomínios clubes”, cujos incorporadores e construtores disputam pelo projeto mais criativo.

Residir em condomínios horizontais pode ser mais seguro que viver em casa isolada, mas exige que as pessoas se adaptem a uma vida mais exposta a vizinhos, às divisões de áreas comuns e ao compartilhamento de ideias e opiniões. Resulta em conhecer e ser conhecido, ver e ser visto. O indivíduo que antes passava na locadora, após ter enfrentado um trânsito caótico e todo o estresse da violência urbana, e pedia uma pizza para relaxar junto à família terá agora muitas outras opções; porém, fatalmente terá de reformular alguns conceitos e padrões de comportamento.

A empatia é a principal ferramenta nessa busca por harmonia e bem-estar. É preciso colocar-se no lugar do outro e refletir, constantemente, sobre quais motivos levaram a estar ali. E, a partir disso, ver seu vizinho como a si próprio. Conhecer as leis e normas de convivência também são fundamentais. Educação, tolerância e boas maneiras são a base de qualquer sociedade e tornam a convivência mais agradável e feliz.

Entre os itens de maior conflito na vida em condomínio, destaca-se:

1) Barulho: é difícil estabelecer o nível de ruído suportável. Música em volume alto, brincadeiras das crianças, latidos dos cães e festas particulares são as maiores queixas.

2) Obras: reformas costumam causar grande irritação. O ir e vir de pessoas estranhas e barulhos de furadeiras e martelos em horários inadequados costumam provocar grandes discussões.

3) Limitação de horários: talvez a maior dificuldade entre os moradores seja o cumprimento de horários, e em razão disso todos os outros problemas são gerados.

4) Animais: latidos e dejetos fora do lugar são as principais queixas. Este é um assunto delicado no condomínio, pois pela Constituição Federal é ilegal proibir animais em condomínios.

5) Uso da piscina: quem pode usar a piscina? Babás podem? Visitantes podem? Como fica a questão do exame médico? Estas não são respostas fáceis...
fonte:http://www.administradores.com.br

Responsabilidade pela segurança no condomínio não é só do porteiro

Morar em condomínio já foi sinônimo de segurança, mas hoje não é bem assim. Os assaltos em prédios se tornaram mais frequentes. Para diminuir os riscos, o jeito é redobrar a atenção. Todos precisam cuidar para que os condomínios sejam lugares seguros, pois a responsabilidade não é só do porteiro.
Na Vila Matilde, Zona Leste da capital, os 120 moradores têm uma preocupação em comum – a segurança. “O importante é segurança. Temos que ter uma segurança porque em todo lugar está preocupante”, diz o aposentado Paulo Pressalto.
Para tentar inibir os assaltos, o condomínio conta com equipamentos de segurança como cerca elétrica, câmeras, sensores de movimento e grandes. “Isso dá mais segurança para o morador. Nós pensamos que isso pode inibir a ação de algum ladrão ou algo assim”, completa o consultor de negócios Fernando Suzuki.
Os equipamentos são muitos, mas o morador também precisa colaborar. Por uma questão de custo, durante o dia não fica ninguém na guarita. Na entrada de pedestre funciona um porteiro eletrônico onde só entra quem tem a chave ou com autorização de quem está dentro do prédio. Já para entrar na garagem cada morador recebe um controle remoto.

Multa para portão aberto
Esquecer o portão aberto custa caro. “Pode chegar a custar em torno de R$ 2 mil se esquecer um portão aberto. Já aconteceu duas vezes. Dois moradores acabaram esquecendo”, relata o síndico Erick Viterbo. A multa foi aprovada em assembleia para evitar que o descuido de uma pessoa deixe vulnerável todo o sistema de segurança do prédio.
O morador que comete imprudências que podem provocar sérios acidentes também é punido, com a mesma multa salgada. Afinal, pensar em segurança não é só se preocupar com criminosos. “A pessoa colocar vaso numa área de varanda, onde pode cair e machucar alguém; jogar uma bituca de cigarro que pode botar fogo no apartamento debaixo”, explica Viterbo.
Em outro condomínio no Jardim Alzira, região de Interlagos, Zona Su, são duas torres, 200 apartamentos e quase 700 moradores. Uma empresa de segurança foi contratada para fazer o controle na guarita e garagem, por isso tem sempre alguém de olho nas imagens registradas pelas 16 câmeras do prédio. Quando o morador chega em casa aciona o controle remoto do portão e um sistema eletrônico avisa o porteiro quem está chegando.
Com um fluxo tão grande de pessoas e de veículos, cada detalhe faz a diferença para manter a segurança de quem vive e trabalha no prédio. Estranhos não entram, a não ser que a isso esteja bem avisado e documentado. “Pra prestação de serviço existe uma ficha que o morador tem que preencher e entregar na portaria alguns dias antes. No dia que o prestador chegar o porteiro vai identificar direitinho a empresa”, conta a sub-síndica Patrícia Pestana.
Para o especialista em segurança em condomínios, Hamilton Saraiva, a proteção do condomínio está baseada em três pontos. “Mão de obra especializada e treinada, equipamentos e o condômino. Esses são os três pilares que devem trabalhar num sincronismo perfeito. Caso qualquer um desses tenha falha, você está gerando risco na segurança. O morador deve seguir as regras e colaborar com a segurança do condomínio.”

Fonte: G1

As medidas de segurança a serem adotadas por porteiros e vigilantes

Porteiros e vigilantes

As medidas de segurança a serem adotadas por porteiros e vigilantes visam impedir a oportunidade do crime. Porteiros e vigilantes devem:

Conhecer todos os moradores;
Evitar contato direto com desconhecidos e visitantes;
Não dormir ou distrair-se durante o expediente;
Não transmitir informações sobre os moradores do condomínio a quem quer que seja;
Utilizar corretamente os meios de segurança existentes;
Conhecer localização do telefone público mais próximo para emergências;
Acionar o 190 somente em situações de emergência;
O ingresso de prestadores de serviço deve ser permitido em horários pré-determinados (agendamento prévio) e mediante identificação documento e crachá, cujos dados deverão ser anotados) .
Só permitir o acesso de prestadores de serviço às dependências do condomínio devidamente acompanhados
Ao atender estranhos (visitantes, entregadores de encomendas ou prestadores de serviço) manter os portões fechados e as pessoas do lado de fora. O portão somente deve ser aberto após a identificação do visitante e da autorização por parte do morador. Se há quaisquer dúvidas quanto à identidade do visitante, o morador deve descer à portaria para identifica-lo.
Manter as portas de depósito de lixo fechadas fora dos horários de coleta
Não ficar na calçada com as chaves da portaria no bolso (ex: ao lavar a calçada)

Condôminos e moradores

Não entregar as chaves do apartamento ou dos veículos aos funcionários do prédio;
Obter informação de antecedentes de empregados domésticos bem como o endereço atual, e informa-los ao síndico;
Não permanecer em horários impróprios do lado de fora da portaria;
Manter sempre sempre a porta do apartamento fechado;
Manter veículos fechados, com alarme acionado;
Informar ao zelador sobre grandes períodos de afastamento (férias, por exemplo) e proibir acesso de estranhos durante o período;
Elogiar o funcionário quando pratica uma atitude correta. A repreensão do funcionário quando age segundo as normas de segurança do prédio incentiva que ele dê uma esmorecida nas regas de segurança

Zelador e Síndico

Manter atualizado endereços de empregados
Instalar equipamentos básicos de segurança
Manter em condições manter em condições os equipamentos de segurança
Estabelecer códigos com vizinhos e funcionários para denunciar ação de marginais
Estabelecer procedimentos de acesso para visitantes e representantes de empresas prestadoras de serviço
Entregadores não devem subir aos apartamentos. Esta é, deselegante e impopular, uma medida de segurança. "Quando pensamos em segurança, temos de pensar no que é certo e no que é errado", afirmou o Major Dutra

Fiscalizar as garagens periodicamente e estabelecer crachás de acesso

Equipamentos e técnicas de segurança

A melhoria da segurança condominial requer coletar dados do que precisa melhorar, realizar um estudo da situação, formular alternativas e selecionar um plano a adotar. Há alguns itens que podem ser citados:

O porteiro tem de visualizar -e ficar atento a- todas as entradas. Caso haja qualquer obstrução da visualização devem instalar-se equipamentos (ex: câmeras) para substituir a visibilidade direta
Jardins e áreas verdes devem ser sempre visíveis
As portarias e guaridas devem estar devidamente protegidas
Instalar espelhos retrovisores nas garagens
Reforçar portões e grades
Instalar fechaduras e chaves de boa qualidade
Instalar circuito interno (câmeras)
Eventualmente, contratar patrulhamento ostensivo ou até cães de guarda
Verificar a iluminação das áreas externas do condomínio
Verificar / construir muros ou cercas
Instalar porteiro eletrônico ou interfone
Alarmes e sensores de presença devem ser testados periodicamente
Instalar relógio de vigia quando o porteiro faz ronda
Automatizar portas e portões
Fomentar a utilização de equipamento de comunicação (radio, HT e telefones)
Instalar caixas com portinholas para recepção de encomendas

"Nada, entretanto, substitui a atenção dos funcionários do condomínio", enfatizou o palestrante.

Ao ligar para o 190

"Os policiais que atendem o 190 são qualificados para um atendimento imediato", afirmou o Major Dutra. É essencial passar a maior quantidade de informações para que a viatura que vai atender a ocorrência tenha as melhores condições possíveis de efetuar um atendimento correto

procure manter a calma;
seja claro e preciso nas informações;
Responda às perguntas do atendente de maneira clara e objetiva;
Ao se referir ao local da ocorrência, forneça o endereço completo, com o do local, além de um ponto de referência de facil localização e visualização (uma loja conhecida, locadora, praça, avenida, etc.);
Forneça característica e peculiaridades das pessoas envolvidas (sinais, cicatrizes, cor de roupa, etc), tanto vítima quanto criminosos. No caso de ocorrência criminal, identifique, se possível, se os criminosos estão armados;
Caso lembre posteriormente de informações adicionais (place do carro envolvido na ocorrência, por exemplo) ligue novamente para o 190; os policiais são orientados em tempo real.
fonte:http://www.sampaonline.com.br