26 de fev de 2013

Principais dúvidas em um condomínio?

Como o condomínio deve proceder caso o empregado abandone o emprego?
    No caso de abandono de emprego por mais de 30 dias, o empregador através de sua administradora de condomínio deverá notificar o empregado para que compareça ao local de trabalho; Se comparecer e não justificar, fica caracterizada a desídia (faltas reiteradas ao serviço). O que enseja a dispensa por justa causa. Caso não compareça, o abandono de emprego fica configurado. A administradora de condomínio poderá fazer a notificação pelo correio com AR, telegrama ou pelo Cartório de Títulos e Documentos. Aviso pela imprensa não tem grande valor perante a Justiça de Trabalho.

 É possível implantar o "banco de horas" (as horas extras trabalhadas em um dia serem compensadas com a diminuição em outro dia) para empregados em condomínios?
    Não,exceto se houver previsão em acordo ou convenção coletiva de trabalho. Estes casos deverão ser informados ao síndico pela administradora de condomínio.

Qual é o prazo que o empregador tem para devolver ao empregado, a carteira de trabalho, que tomou para anotações?
    O empregador tem o prazo, improrrogável, de 48 horas para fazer anotações necessárias e devolver a CTPS. Esse prazo começa a ser contado a partir do momento da entrega da carteira, que deve ser devolvida mediante recibo do empregado.

    Quando a carteira de trabalho deve ser atualizada?
    A carteira de trabalho deve ser freqüentemente atualizada, devendo ser solicitada ao empregado sempre que ocorra algum fato, como recolhimento da contribuição sindical, férias e alterações contratuais.

 É possível implantar o "banco de horas" (as horas extras trabalhadas em um dia serem compensadas com a diminuição em outro dia) para empregados em condomínios?
    Não, exceto se houver previsão em acordo ou convenção coletiva de trabalho.
 
O condomínio responde por furto ou danos ocorridos na garagem?
    Em regra o condomínio não responde civilmente pelos furtos ou danos ocorridos nas suas áreas comuns. Para o fim de se saber se excepcional,mente haveria a responsabilidade civil, cada caso merece ser estudado com a aplicação sucessiva dos parâmetros abaixo:
 a. Existência do nexo causal (veracidade de que o dano ocorreu nos limites do condomínio);
    b. Existência de causa excludente de responsabilidade (caso fortuito ou força maior) ou de uma possível culpa exclusiva do vitimado.
     
A pintura ou lavagem da fachada deve ser feita de quanto em quanto tempo?
    O assunto diz respeito a assunto de interesse local, sendo regido pela legislação municipal. No Município de São Paulo, exige a Lei n° 10.518/88, regulamentada pelo Decreto n° 33.008/93, que seja realizada a limpeza (pintura ou lavagem) a cada cinco anos.
 
O envidraçamento da varanda, colocação de grades ou telas, alteram a fachada do edifício?
    Apesar do assunto ser polêmico, admite-se o envidraçamento da varanda quando se demonstra que essa alteração não afeta a harmonia da fachada segundo modelo padrão (cor, desenho, material, etc.) previamente aprovado em Assembléia. O mesmo ocorre com as grades de proteção ou telas.
    
 Pode um condômino trocar a porta de entrada de sua unidade?
    A modificação das portas voltadas para o corredor dependerá da concordância e autorização de todos os condôminos residentes no andar.

Quem responde por vazamentos ocorridos nos ramais e colunas do edifício?
    Os vazamentos procedentes de ramais são de responsabilidade do condômino, pois esse encana-mento é de seu uso exclusivo. Em se tratando de vazamentos que se originam na coluna ou áreas comuns do edifício, a responsabilidade é do condomínio.

 Como o síndico deve proceder quando o vazamento tiver origem em áreas de uso comum?
    O síndico em conjunto com a administradora de condomínio devem Providenciar no mínimo três orçamentos para efetuar os reparos necessários. Em seguida a obra poderá ser contratada pelo sindico de condomínio, visando Evitar atritos entre condôminos e o aumento de consumo da Sabesp.
    
 É possível que o número do apartamento do condômino inadimplente seja colocado no demonstrativo financeiro do condomínio?
    Sim. Desde que a informação fique restrita aos condôminos. Cabe dizer que os condôminos pontuais têm direito de saber quais e quantos são os condôminos inadimplentes. Trata-se de um exercício regular de direito por parte dos condôminos, bem como de um dever do síndico possui de prestar contas à comunidade condominial.
   
 Qual o prazo para a propositura da ação de cobrança de cotas em atraso?
    Não existe prazo definido em lei para a propositura da medida judicial, cabendo aos demais condôminos decidirem sobre o período que julgam razoável, para que o síndico tome as devidas providências.

 A instalação de ar-condicionado é permitida?
    Para se instalar aparelhos de ar condicionados é necessário que os seguintes itens sejam satisfeitos:

    a. Edificação deve possuir capacidade elétrica para atender a instalação do equipamento em todas unidades atestadas por engenheiro elétrico com a devida ART - Anotação Responsabilidade Técnica.;
    b. Os locais de instalação desses aparelhos devem ser padronizados de modo de não comprometer a estética e segurança da edificação e manter o mesmo padrão harmônico.
 
  Qual a forma de rateio das despesas extraordinárias e quem responde pelo pagamento das mesmas?
    Devem ser rateadas conforme a fração ideal de cada um dos condôminos, obrigatoriamente, por força do art. 1.336, I, do novo Código Civil, sendo o proprietário da unidade o responsável pelo pagamento dessa despesa.

 Qual a finalidade do Fundo de Reserva?
    Sua finalidade é atender a despesas imprevisíveis e inadiáveis, ou seja, é uma garantia para casos emergenciais. Conseqüentemente, não pode ser distribuído aos condôminos, nem restituído proporcionalmente ao que alienar sua unidade autônoma.

 O locatário (inquilino) deve contribuir para o Fundo de Reserva?
    O locatário deve contribuir na reposição do Fundo de Reserva, quando as despesas tiverem ocorrido durante o período da locação e forem ordinárias. Se o condomínio estiver constituindo o fundo a arrecadação será considerada extraordinária e, portanto, paga pelo proprietário.

 O que pode ser cobrado quando o condômino atrasa o pagamento da cota?
    A lei determina juro moratório de 1% ao mês ou o estipulado pela Convenção de condomínio, multa de até 2% sobre o débito e atualização monetária conforme índice previsto também na Convenção.
 
Na rescisão por justa causa é possível a homologação pelo sindicato ou no Ministério do Trabalho?
    A princípio sim, de acordo com a IN-SNT (Instrução Normativa da Secretaria Nacional do Trabalho), que eliminou o requisito da expressa confissão do empregado de haver cometido falta grave para homologação. Assim, a homologação seria realizada /e o empregado, se quisesse, poderia recorrer posteriormente à Justiça do Trabalho, pleiteando as verbas não recebidas pelo motivo de sua dispensa. Todavia, os sindicatos de categoria profissional (aos quais competem as homologações), bem como as DRT's não vêm efetuando homologações nesses casos, entendendo serem desnecessárias, tendo em vista que o empregado normalmente entra com uma reclamatória trabalhista.
    
 O empregado que trabalha no horário noturno caso seja transferido para o horário diurno, perde o direito ao adicional noturno?
    O empregado perde o adicional, caso seja transferido para o horário diurno; sendo importante que o empregador obtenha a anuência do mesmo por escrito; caso contrário a mudança de horário não será lícita, por ferir o artigo 468 da Consolidação das Leis do Trabalho - CL T. É devido o adicional noturno ao empregado que trabalhar no período entre as 22:00 horas de um dia e as 5:00 horas do dia seguinte. Esse adicional é de 20% (vinte por cento) sobre a remuneração do trabalho diurno.
     
Quantas horas de descanso deve haver entre uma jornada de trabalho e outra?
    Entre duas jornadas de trabalho haverá um período mínimo de onze horas consecutivas para descanso.

 O trabalho realizado em dia feriado não compensado é pago de que forma?
    A cláusula pertinente ao trabalho em domingos e feriados (folgas trabalhadas) da Convenção Coletiva de Trabalho dos Empregados em Edifícios e Condomínios, determina a remuneração em dobro do trabalho em domingos e feriados não compensados, sem prejuízo do pagamento do repouso remunerado, desde que, para este, não seja estabelecido outro dia pelo empregador.
   
 O empregado que se afastar por motivo de doença, tem o direito de correção salarial igual àquele obtida por outros funcionários, após seu retorno ao trabalho?
    A legislação determina que o empregado afastado por motivo de doença tem direito à correção salarial que, em sua ausência, tenha sido concedida à categoria a que pertença.

 É possível desistir após ter dado aviso prévio ao empregado?
    Existe tal possibilidade, pois a rescisão se torna efetiva somente depois de expirado o respectivo prazo. Mas se a parte notificante reconsiderar o ato antes de seu término, a outra parte pode aceitar ou não a reconsideração e, caso aceite, o contrato continuará vigorando como se não tivesse havido o aviso prévio. O aviso prévio é em princípio de 30 (trinta) dias corridos.
    
Qual é o prazo para pagamento da remuneração das férias e abono solicitados?
    O pagamento da remuneração das férias e do abono será efetuado até dois dias antes do início do respectivo período.
 
Quantas vezes o empregado pode faltar ao serviço sem perder o direito às férias?
    Após cada período de doze meses de vigência do contrato de trabalho, o empregado terá direito às férias, na seguinte proporção, conforme a CLT.
 
Qual a duração da jornada de trabalho?
    A duração normal do trabalho, para os empregados em qualquer atividade privada, não excederá a oito horas diárias e quarenta e quatro horas semanais, desde que não seja fixado expressamente outro limite em acordo ou convenção coletiva de trabalho.

    a. 30 dias corridos, quando não houver faltado ao serviço mais de 5 vezes;
    b. 24 dias corridos, quando houver tido de 6 a 14 faltas;
    c. 18 dias corridos, quando houver tido de 15 a 23 faltas;
    d. 12 dias corridos, quando houver tido de 24 a 32 faltas.

 Qual é o prazo para pagamento das verbas oriundas da rescisão do contrato de trabalho?
    De acordo com o parágrafo 62 do artigo 477 da Consolidação das Leis do Trabalho, o pagamento das parcelas constantes do instrumento da rescisão ou recibo de quitação deverá ser efetuado nos seguintes prazos:até o primeiro dia útil imediato ao término do contrato, ou até o décimo dia, contado do dia da notificação referente à demissão, quando da ausência do aviso-prévio, indenização do mesmo ou dispensa de seu cumprimento.

  Em caso de morte do empregado, qual o procedimento que o síndico deve ter para efetuar a rescisão?
    Em virtude da morte do empregado, o pagamento dos direitos cabíveis pode ser efetuado aos seus dependentes habilitados perante a Previdência Social. (Certidão de Dependentes emitida pelo INSS), ou mediante apresentação de alvará judicial.
    
Qual a quantidade de horas extras permitidas para o funcionário de condomínio?
    Conforme preceitua o artigo 59 da CLT, a duração normal do trabalho poderá ser acrescida de horas suplementares, em número não excedente a duas horas por dia.
 Fonte: Paris condomínios

22 de fev de 2013

Regras para alugar garagem dão segurança a condomínio

Por Rodrigo Karpat
Garagem em condomínio é um tema campeão em polêmica e reclamações. Seja qual for a situação da garagem, é certo que ela provoca discussões em edifícios. E desde abril de 2012 entrou em vigor a Lei Federal 12.607/12, que proíbe a venda ou o aluguel de vagas de garagem a não moradores.

A nova lei alterou a redação do artigo 1.331, do Código Civil, que permitia a comercialização das vagas se a convenção do condomínio não determinasse o contrário. Desde de abril do ano passado, as garagens só podem ser alugadas ou vendidas  quando existir  previsão  expressa das convenção. Caso não existe autorização expressa, a convenção poderá será modificada pela aprovação em assembleia de dois terços dos condôminos.

A mudança vale para proprietários de apartamentos, escritórios, salas, lojas e sobrelojas, com exceção para os edifícios garagens.

Até a entrada em vigor da referida lei, era permitido um morador alugar a sua vaga de garagem para estranho, bastando oferecer primeiro aos próprios moradores — o que poderia ocorrem em assembleia ou com o simples informativo no quadro de avisos do condomínio. Porém, com a modificação implementada pela lei, o condômino somente poderá alugar sua vaga a estranhos se a convenção assim permitir.

É importante que fique claro que a lei não veda a locação das vagas para outros condôminos, pelo contrário, esta passa a ser a única opção do morador que tem uma vaga a mais.

Lembrando que prédios garagens e condomínios com garagens com matrículas separadas, são unidades autônomas e podem ser negociadas da mesma forma que as unidades imobiliárias.  O objetivo principal da nova lei é oferecer mais segurança aos prédios residenciais e comerciais, reduzindo a circulação de estranhos.

Rodrigo Karpat é advogado imobiliário, consultor em condomínios e sócio do escritório Karpat Sociedade de Advogados.
Revista Consultor Jurídico, 21 de fevereiro de 2013

18 de fev de 2013

Como vender meu imóvel com segurança

Como vender seu imóvel com segurança deve ser a preocupação de todos os proprietários de imóveis e investidores do mercado. Veja algumas dicas de segurança na compra e venda de imóveis

Hoje em dia muitas pessoas pensam em vender seu imóvel porém se encontram com a preocupação de conseguir assessoria jurídica e imobiliária para agilizar o processo de compra e venda e ao mesmo tempo proteger-se e evitar uma dor-de-cabeça desnecessária. Por isso muitas pessoas tem procurado imobiliárias, corretores, consultores e afins, para que os mesmos saiam ao mercado oferecendo seu imóvel e trazendo talvez a melhor oferta para seu bolso.

Esta é talvez a melhor e mais segura forma de negociar seu patrimônio, porém ainda assim existem cuidados que devem ser tomados e precauções necessárias. O que hoje muita gente desconhece, é que ao conceder a uma imobiliária o direito de venda do imóvel, na grande maioria das vezes ela está criando um vínculo legal de com a mesma, que pode ser limitado pela não exclusividade de venda, mas mesmo assim exige alguns cuidados por parte do vendedor do imóvel. Porém o que é, em primeiro lugar, a venda ‘com exclusividade’ ou ‘sem exclusividade’?

Uma cessão de venda ‘com exclusividade’ limita o vendedor a utilização de somente uma imobiliária durante o período que deve ser combinado e aprovado por ambas partes antes da assinatura da cessão de direitos para venda. Isso pode ser bom, porque dá ao vendedor a tranqüilidade de ter que lidar com somente uma empresa durante o processo e reduzir a exposição daquilo que ainda é seu patrimônio. Porém é preciso ter a certeza de que aquela empresa que contará com a exclusividade na venda de seu imóvel, seja uma imobiliária sólida e com histórico de vendas comprovado, além de possuir uma forte estratégia de mídia que garanta ao vendedor rapidez na captação dos interessados em seu imóvel. Ou seja, sempre é bom dar exclusividade a grandes imobiliárias que garantam retorno rápido na venda, então avalie como a empresa que pleiteia a exclusividade em seu imóvel tem atuado nos classificados, internet e etc.

A cessão dos direitos de venda ‘sem exclusividade’ não chega a ser o oposto da outra, mas permite ao vendedor negociar com várias imobiliária ao mesmo tempo, aumentando suas chances de venda, porém trará uma exposição do patrimônio desnecessária e em alguns casos até mesmo incômoda. Funciona para quem tem imóveis populares e com grande oferta no mercado, mas é ruim para vendedores de imóveis mais seletos e exclusivos.

Neste processo, cabe negociar bem com a imobiliária que tipo de estratégia será usada na venda do imóvel, ou seja, como o mesmo será anunciado: Em quais jornais, revistas ou páginas da internet a empresa pretende listar seu imóvel. Exija do consultor/corretor que lhe atende esta lista e que o anúncio seja fiel as condições reais do imóvel. Além disso, certifique-se de que as fotos utilizadas em tais anúncios não facilitem a localização exata da sua residência, já que o fator segurança é importante para você e sua familia.
Tomada a decisão de ceder seu imóvel para venda ‘com ou sem’ exclusividade, o mais importante é cumprir uma rotina de disponibilidade para mostrar seu imóvel a possíveis interessados. Se faz necessário que o vendedor entenda que um imóvel à venda precisa ser mostrado a qualquer potencial comprador e que é seu papel facilitar a visita ao imóvel sempre que preciso. É lógico que devem ser estipuladas alguma regras de visita com a imobiliária, como dias e horários. Mas os mesmos devem ser respeitados por ambos. Exceções devem ser negociadas com alguma antecedência.

Procure conhecer a empresa imobiliária que vai assessorar o seu processo de venda. Saiba quem são os gerentes e supervisores, tenha seus números telefônicos e emails, além disso conheça e mantenha a informação de contato do departamento jurídico da mesma. Toda esta informação é importante na hora de se defender ou até mesmo negociar um melhor atendimento e suporte.
Cada empresa imobiliária possui um processo individual de venda, por isso é preciso estar bem informado de como elas trabalham. Hoje em dia vender um imóvel sem assessoria pode ser um desastre total além de trazer prejuízos enormes. Proteja-se e proteja seu patrimônio, contrate uma ou mais imobiliárias para vender o seu imóvel. É seguro e você somente arcará com os custos de comissões, que hoje ficam em torno de 5% a 6% do valor de venda do imóvel, o que é muito pouco se comparado as perdas e danos que podem trazer um negócio imobiliário mal conduzido.
Fonte:http://www.imovelrj.com

15 de fev de 2013

Vale-Refeição para trabalhadores em Edifícil

Vale-Refeição
No final de 2012 a categoria ganhou mais uma batalha.
Pela primeira vez, os trabalhadores conquistaram o direito ao vale-refeição, que será de R$ 5. Desde janeiro de 2013 o benefício já está em vigor, então, fique atento e saiba mais sobre o assunto que é um direito seu!
Para esclarecermos possíveis dúvidas que surjam com a chegada do benefício, preparamos uma série de perguntas e respostas. Leia abaixo!.

O vale-refeição pode ser pago em dinheiro?
Não é proibido, mas se torna arriscado para o empregador, pois com a fiscalização pode parecer que há encargos sobre o pagamento.
Sendo assim, é mais seguro que o benefício seja pago via cartão.
Se o Condomínio optar em pagar o vale-refeição em dinheiro pode descontar do empregador algum valor?
Não pode haver desconto algum que desfavoreça o empregado. Não há nenhuma cláusula que permite qualquer desconto mediante o pagamento, em caso de pagamentos em dinheiro.

O empregado pode optar que o valor do vale-refeição seja acrescentado ao vale-alimentação?
Sim. No entanto, é preciso que um acordo seja feito entre os empregados quando farão
a opção de unir os valores da alimentação e refeição em um único pagamento, já que se trata de benefícios diferentes.
O condomínio deve deixar claro, em contrato, que essa mudança não trará prejuízos para trabalhador.

O empregado pode optar pela substituição do vale-refeição pelas refeições já oferecidas pelo Condomínio?
Sim, diante de um acordo entre os empregados e o Condomínio, comprovando que o trabalhador não terá prejuízos com a negociação.

O empregado que trabalha poucas horas por dia tem direito ao vale-refeição?
Sim. A cláusula da Convenção Coletiva de Trabalho, que trata desse assunto, deixa claro que o valor deve ser pago pelo dia de trabalho, independente da quantidade de horas trabalhadas no dia.

O zelador residente tem direito ao vale-refeição?
Sim. A cláusula 21 que trata do novo benefício esclarece que o vale-refeição é para todos os empregados, não importando a função que ele exerce.

-O empregado em férias tem direito ao vale-refeição?
Não. O benefício é oferecido conforme os dias ativos de trabalho.
Fonte: sindificios.com.br

14 de fev de 2013

Você sabe quais são seus direitos e deveres de condômino?

Viver em um condomínio exige bom senso, educação e respeito de todos para que tudo ocorra bem no dia a dia. Porém, é comum existir conflitos, reclamações e insatisfação por parte dos condôminos. E para evitar esse tipo de cenário, foram criados os direitos e deveres dos moradores, mas, muitos ainda os desconhecem.

De acordo com o advogado Daphnis Citti de Lauro, especialista em Direito Imobiliário, morar em um condomínio é uma prática cada vez mais comum, e o conforto, sossego e a comodidade são os fatores mais desejados pelos moradores. “Não há nada melhor do que deixar o bom senso prevalecer e lembrar sempre que todo direito não está isento de deveres”, explica.

Patrícia Santos, moradora de um condomínio em Campinas, acredita que se todos respeitassem as regras a convivência no condomínio seria muito melhor. “Infelizmente, muitas vezes, as pessoas não se preocupam com as outras. No condomínio onde moro, apesar de ser pequeno, as pessoas cometem muitas falhas como fumar nas escadas, deixar os animais fazerem xixi nas áreas comuns, entre outras coisas”, relata.

Para ajudar a amenizar os problemas encontrados nos condomínios, o especialista listou cinco direitos e cinco deveres que os moradores têm obrigação de saber.

Direitos
1. Ter animais de estimação, desde que em pouca quantidade, e, no caso de cães, preferencialmente os que não latem muito. A convenção do prédio, entretanto, pode proibir raças tidas como ferozes e deve exigir uso de coleira, de elevador de serviço, etc.
2. Ter acesso ao nome e número do apartamento dos condôminos inadimplentes.
3. Usufruir de todas as áreas em comum do condomínio.
4. Participar e votar em assembleias.
5.  No caso do síndico cometer irregularidades, os condôminos têm o poder de destituí-lo do cargo por meio de votação em assembleia.

Deveres
1. Respeitar o “horário de silêncio”, compreendido entre 22h e 7h, e também os demais períodos. Perturbar alguém, o trabalho ou o sossego alheio pode render multa e até prisão simples, de 15 dias a 3 meses.
2. Manter em dia seus pagamentos para com o condomínio. O não cumprimento do prazo estipulado pode acarretar multa.
3. Ter conduta social adequada. Desrespeitar normas e comprometer o bem estar das outras pessoas também pode acarretar multa.
4. Qualquer tipo de obra não pode comprometer a segurança do local (e, por consequência, dos moradores) nem alterar a forma ou a cor da fachada ou esquadrias externas.
5. Responder por qualquer ato ou contratempo de pessoas para as quais faz locação (do apartamento, de parte do imóvel ou mesmo de garagem).
Fonte:condoworks.com.br

11 de fev de 2013

Os prós e contras de morar em casa ou apartamento

Segurança, espaço, privacidade, regras: analise as vantagens e desvantagens que cada moradia oferece e escolha a opção que melhor condiz com suas necessidades e expectativas
Na hora de comprar ou alugar um imóvel, há diversos fatores que influenciam na escolha de uma casa ou de um apartamento. Questões como preço, conforto, localização e segurança são os mais analisados ao se decidir qual imóvel comprar ou locar.


Apartamentos: segurança, convivência social e regras
Morar em apartamentos envolve dificuldades e requer aceitação de regras. É preciso analisar o perfil dos moradores e a rotina do local para ver se combina com o estilo de vida do morador. Em contrapartida, para pessoas que moram sozinhas ou famílias que passam a maior parte do tempo longe de casa, apartamentos são uma opção mais segura. "Para aqueles que viajam muito, o apartamento tem a segurança de estar sempre vigiado pelos vizinhos, além da oportunidade de criar um ciclo de amizades dentro do condomínio e de quebra ter alguém para colocar água nas plantas e alimentar os peixes quando é necessário se ausentar por um longo período", diz o diretor de locação da Apolar Imóveis, Sebastião Santos.

Para quem tem crianças, os condomínios são uma ótima oportunidade para fazer amizades e brincar com a segurança de estar dentro de casa. Santos explica que o fator segurança conta bastante. "As pessoas estão cada vez mais preocupadas com a segurança. Muitas vezes têm que deixar seus filhos em casa para trabalhar e os apartamentos oferecem maior segurança e proteção, além de serem menos visados para assaltos", diz ele.

Casas: espaço, privacidade e vulnerabilidade
Morar em uma casa tem vantagens imprescindíveis para
algumas pessoas. O espaço oferecido conta muito e a ausência de vizinhos tão próximos é muito valorizada por quem busca maior privacidade. Em uma casa é mais fácil e há mais espaço para criar plantas ou ter um animal de estimação. Além disso, em uma casa não é necessário pagar o condomínio, despesa que muitas vezes pesa no bolso da família.

O espaço e a liberdade, no entanto, tem um preço. Segundo o delegado-chefe da delegacia de furtos e roubos de Curitiba, Rubens Recalcati, os furtos e roubos ocorrem em maior freqüência nas casas. "É claro que existem casos em apartamentos, mas acontecem com menor freqüência", explica o delegado, lembrando que roubos e furtos em apartamentos são mais especializados e as casas são mais acessíveis aos ladrões.

Apesar disso, muitas pessoas não abrem mão de morar em uma casa e, como alternativa, procuram condomínios horizontais fechados. "Condomínios fechados trazem a segurança dos apartamentos com o espaço e a privacidade de morar em uma casa", considera Hélio Alves, diretor da área de lançamentos da Apolar.
Fonte:exame

5 de fev de 2013

Medição individualizada de água nos apartamentos


Porque a Individualização?
A cada dia que passa a água vai se tornando mais escassa no mundo. A preocupação da população, porém, não acompanha a necessidade da redução do consumo de água.

Na tentativa de colaborar com a racionalização da água, em alguns países, e mesmo em alguns estados do Brasil, a medição individualizada já se tornou lei. Trata-se de um método de economia de água que atinge diretamente o consumidor final da água.

O sistema de medição individualizada, nada mais é do que a instalação de hidrômetros individuais em cada apartamento, onde o consumo medido é pago pelo condômino. Com a instalação interna dos hidrômetros, o Condômino também passa a controlar seus gastos e perceber a presença de possíveis vazamentos. A preocupação surge porque cada apartamento paga o que consome, desta forma a utilização da água passa a ser mais controlada.

Razões para implantação do sistema:

•  Contas de água e esgotos dos apartamentos, baseadas em consumos reais;
•  Maior satisfação do condômino;
•  Redução no desperdício de água;
•  Redução do consumo de água em até 30%;
•  Redução do consumo de energia elétrica (menor funcionamento das bombas);
•  Identificação de vazamentos de difícil percepção;
•  Redução do número de reclamações do consumo;
•  Valorização do imóvel;
•  Sistema ecologicamente correto, com reflexos positivos para o meio ambiente e ecossistema.

Como funciona o sistema?

Os hidrômetros magnéticos enviam as informações do consumo para uma central, através de cabos. A central armazena os dados de consumo de todos os apartamentos. Esta central é acessada através de um software que calcula e imprime os resultados. Estas informações podem ser enviadas à Administradora por e-mail para cobrança juntamente com o boleto de Condomínio. Veja o esquema da medição remota de água, ao lado.















Fonte:condominiocentral.com.br

3 de fev de 2013

Síndico e morador: como proceder?

Cuidar de questões que muitas vezes não estão previstas no Código Civil faz parte do cotidiano dos síndicos que também são moradores. Brigas de vizinhos por causa de crianças, cachorro, garagem, ter que acordar de madrugada para advertir sobre o barulho no salão de festas, estão entre os problemas do dia a dia desses gestores.

Por esta razão, o síndico que é morador deve estar ciente de seus deveres e estar disposto a atender moradores, sem prejudicar a questão de serem vizinhos. Esta função requer paciência e tempo. Para quem pretende exercê-la é fundamental ter disposição para resolver os problemas em qualquer dia e horário.

Roberto Francischini, síndico e morador de um condomínio em Campinas (SP), sente o peso da função no seu cotidiano. “Tenho que resolver todo tipo de assunto: briga por causa do barulho do cachorro, por vaga na garagem, entre outras coisas. Não é uma rotina fácil. Exige comprometimento e pulso firme”, explica.

Francischini, que também trabalha de segunda a sábado, explica que é fundamental usar o bom senso, disciplina e organização para conciliar tudo. “Às vezes estou chegado do trabalho e alguém me aborda com algum problema. Nessas horas, preciso ter jogo de cintura para não cometer erros e ter bastante paciência”, diz.

Após ser eleito, o síndico precisa realizar o que prevê o artigo 1.348 do Código Civil, e seguir normas de edificação, que garantem a segurança física do local. Entre suas atividades estão convocar assembleias extraordinárias e ordinárias, cobrar taxas condominiais, controlar a inadimplência dos condôminos e cuidar da manutenção do prédio.

Quer ser síndico? Saiba o que é preciso analisar antes de se candidatar!

Pontos positivos
- Síndico que é morador não tem obrigação de cumprir horário de atendimento em local fixo;
- O síndico ganha uma remuneração fixa pelo serviço que desempenha. Esse valor precisa ser fixado pela convenção do condomínio;
- Em alguns casos, o síndico que é morador não precisa pagar a taxa de condomínio;
- Conhecer os moradores e preparar atividades para os aproximarem;
- Possibilidade de contratar serviço de orientação ao síndico, que vai lhe dar suporte legal e administrativo para atuar;

Pontos negativos
- Disponibilidade de tempo para atender os moradores;
- Carga de trabalho elevada, pois não há horário definido para atender os moradores, podendo ser chamado de madrugada e ter que resolver a situação na mesma hora.
- Ter de desempenhar as obrigações impostas pelo Código Civil;
- Correr o risco de ser imparcial, porque é difícil penalizar um vizinho que também é amigo.
Fonte:condoworks.com.br