27 de jun de 2013

Elevadores em condomínios: a segurança que não pode ser negligenciada

Geralmente, a empresa contratada para a manutenção e a conservação dos elevadores é a responsável por eventuais problemas. No entanto, o síndico também pode ser responsabilizado em alguns casos. Saiba como evitar
Síndico deve definir as responsabilidades no contrato da empresa que fará a manutenção e conservação dos elevadores
O custo com a manutenção e conservação dos elevadores é um dos mais altos dentro de um condomínio, mas ainda assim necessário. Afinal, quem não concorda que o elevador agrega valor a um prédio, porque facilita, e muito, a vida dos moradores? O síndico deve estar sempre atento à manutenção dos elevadores do prédio para evitar problemas e acidentes. Neste caso, é fundamental contar com uma empresa especializada. "O barato pode sair caro. É importante que o administrador do condomínio verifique o histórico da empresa e dispense um orçamento para garantir um serviço de qualidade. Afinal, estamos falando de segurança dos moradores", explica José Geraldo Pimentel, presidente do Sindicato dos Condomínios Residenciais e Comerciais do Distrito Federal (Sindicondomínio/DF).

Ao contratar uma empresa para a manutenção e conservação dos elevadores, o síndico deve definir as responsabilidades em contrato. Qualquer problema que venha a ocorrer, a empresa é responsabilizada. Para tanto, é preciso que o contrato seja registrado no CREA (Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura) da região. Além do contrato, o síndico deve exigir que a empresa tenha registro regularizado no CREA. A empresa contratada deve ter um engenheiro civil responsável pela manutenção e conservação dos elevadores. "Caso o síndico seja negligente na efetivação do contrato, ele também pode ser responsabilizado por eventuais problemas", afirma Pimentel. Em caso de acidentes, por exemplo, se for comprovada a negligência do síndico, este pode ter de arcar com as indenizações do próprio bolso.

Fique de olho em algumas dicas:
- O contrato de manutenção envolve reposição de peças, entre outros serviços. O síndico precisa avaliar qual é o melhor tipo de contratação de acordo com as necessidades do prédio. Um condomínio mais novo, por exemplo, não precisaria em um primeiro momento de um contrato para reposição das peças do elevador. Seria mais importante, neste caso, ter apenas um contrato de conservação;

- O síndico pode comprar preços das empresas, mas também custos investidos por outros prédios da região. A troca de informações e experiências entre os administradores sempre é salutar e ajuda a realizar uma gestão mais profissional;

- Sempre que o síndico fechar um novo contrato com a empresa especializada, é fundamental exigir que esta realize uma vistoria para apontar o estado atual de fadiga das peças, e assim, definir qual é a periodicidade de troca, por exemplo. Prédios mais antigos devem sempre se encaixar no contrato de manutenção.
Fonte:correiobraziliense

25 de jun de 2013

Orientações sobre segurança em condomínios

ADMINISTRAÇÃO / SÍNDICO
- A seleção de pessoal doméstico e do condomínio deve ser rigorosa, com pesquisa da vida pregressa dos candidatos e verificação criteriosa das fontes de referência. Dar preferência para os que possuam cursos de formação e treinamento;
- Orientar adequadamente porteiros, zelador e funcionários em geral. O pessoal de zeladoria, principalmente aqueles que desempenham funções na portaria do prédio, devem ser alertados para os diferentes disfarces e formas de execução usadas pelos bandidos e devem estar capacitados para tomar providências urgentes quando necessário
- Cadastrar todos os condôminos com dados pessoais, dos veículos e até de parentes próximos, para uso em caso de emergência;
- Estabelecer o sistema de identificação com crachá para todos os visitantes, com assinatura do condômino visitado;
- Acompanhar o andamento de todos os trabalhos realizados no edifício. Em caso de obras no condomínio, contratar uma empreiteira, identificando os funcionários que serão alocados, antes do começo da obra. Exigir o uso de crachá com foto e, antes da obra, orientar porteiros e zelador a só deixar entrar os funcionários que foram identificados previamente pela empreiteira;
- Realizar a reciclagem e treinamento periódico de seus funcionários com foco na segurança do condomínio.
- Desenvolver reuniões periódicas com os condôminos a fim de despertar a consciência para a segurança de todos;
- Dar o mesmo treinamento de segurança aos funcionários que possam vir a substituir, mesmo que temporariamente, o porteiro. Assaltantes já têm explorado estas ”brechas”: entrar em momentos em que percebem funcionários que não os porteiros na guarita.
- Treinar perfeitamente os funcionários para o uso dos equipamentos e sistemas de segurança. Muitos condomínios desperdiçam dinheiro em equipamentos que os empregados não sabem utilizar corretamente.
- Sugere-se a instalação, na entrada do condomínio, de caixa ou abertura para encomendas, evitando a entrada do entregador;
- Deixar o aparelho de gravação de fitas do circuito fechado de tv em uma sala trancada, da qual os funcionários não tenham a chave. Já ocorreram vários assaltos em que os ladrões fizeram o zelador ou o porteiro entregar a fita de gravação.
- Sempre atualizar procedimentos de segurança, porque métodos criminosos mudam, se adequam às medidas de segurança dos condomínios. Portanto, mesmo instalado um sistema de segurança, com equipamentos, procedimentos e infra-estrutura, o condomínio não deve nunca se acomodar. A revisão desses tópicos precisa ser permanente.
- Responsabilidade do condomínio: em roubos a apartamentos, o condomínio só é responsável se houver serviço de vigilância e for comprovada negligência.

PORTEIROS
- Treinamento adequado é primordial, pois a maior parte das invasões a condomínios se dá pela portaria de pedestres, por falta de procedimentos corretos de segurança dos porteiros.
- Nos horários de limpeza e recolhimento de lixo, as entradas do edifício devem manter-se fechadas
- Não aceitar guardar chaves dos apartamentos e dos automóveis dos moradores, nem permitir que outros funcionários o façam.
- Não comentar sobre a vida pessoal dos condôminos, como horários em que podem ser encontrados e outras informações.
- Instalar uma linha telefônica na portaria para que se possa acionar rapidamente a polícia ou os bombeiros em caso de emergência, sem depender do zelador. Manter à vista os telefones da delegacia mais próxima e do Corpo de Bombeiros. Uma solução alternativa vem sendo implantada por condomínios: a instalação de um sistema de comunicação (tipo botão de pânico silencioso) entre vários prédios de uma mesma rua, de modo que quando houver um problema em um deles, os outros são acionados.

Acesso de Estranhos 
- Ao atender estranhos, o porteiro deve manter os portões fechados e as pessoas do lado de fora. O acesso de estranhos, sempre que possível, deverá ser restrito a um horário pré-fixado e ser precedido das cautelas disponíveis;
- Ao atender visitantes, o portão somente pode ser aberto após avisar o morador e obter sua autorização. Na dúvida, deve-se solicitar ao morador para vir identificar tal visitante, mantendo-o ainda do lado de fora.
- Na entrada ou saída de pessoas do condomínio, somente abrir o portão após verificar se não há suspeitos próximos.
- Ao receber prestadores de serviços, é necessário identificá-los, anotar os dados de seus documentos, avisar o condômino e só permitir acesso às dependências mediante autorização do morador e devidamente acompanhado por um funcionário. Se for prestador de serviço para o condomínio, só abrir a porta depois de autorizado pelo zelador. Em caso de obras, só permitir o acesso de funcionários listados pela empreiteira, portando crachá com foto. Em caso de dúvida, chamar o zelador.
- No caso de entrega de encomendas, avisar o condômino e solicitar sua presença na portaria. Na ausência do condômino, receber e guardar para, posteriormente, ser retirado por um morador ou entregue por um funcionário. Jamais permita que o entregador leve pessoalmente a encomenda.
- A entrega de encomendas, flores, correspondência, etc, que não tenham sido solicitadas ou que não estejam sendo esperadas devem ser recusadas, ainda que o portador se apresente na companhia de empregados do condomínio. No caso de pequenas entregas, sugere-se uma caixa na recepção com portinhola, para evitar a entrada do entregador

ZELADOR
- Deve receber as mesmas orientações de segurança dos porteiros e supervisionar sua aplicação.
- Deve ser o responsável pela autorização de entrada dos prestadores de serviços que trabalharão na área comum e nos equipamentos do condomínio. Não deve autorizar visitas não marcadas, sem estar na portaria e confirmar o motivo da visita. Em caso de obras, só permitir o acesso de funcionários listados pela empreiteira, portando crachá com foto.
- Ao abrir o portão da garagem, identificar o motorista e observar se não há risco de entrar alguém junto;
- Deve sempre ter à mão os telefones da delegacia de polícia mais próxima e do Corpo de Bombeiros.
- Orientar os funcionários da limpeza a, quando lavarem com água os andares e o térreo, colocarem um pano no vão entre a porta do elevador e o chão para que a água não escorra, danificando o sistema de travamento das portas dos andares inferiores.

CONDÔMINOS
- A sua compreensão e colaboração são fundamentais para a segurança do condomínio;
- Elogiar as ações dos funcionários que visam a garantir a segurança de todos os condôminos, mesmo quando representam algum transtorno para si ou para suas visitas;
- Manter a máxima discrição quanto aos valores guardados na casa, existência de cofres, etc;
- Ao chegar ou sair da garagem, observar se não há pessoas estranhas ou suspeitas, aguardando ou dando voltas até sentir-se em segurança. Qualquer suspeita deverá ser comunicada imediatamente à Polícia, que saberá analisar a informação e tomar as providências cabíveis;
- Se, no entanto, for surpreendido por assaltantes, procure manter a calma. Não encare seus atacantes diretamente e nem discuta com eles. Havendo oportunidade, diga que não guarda valores em casa, por exigência do seguro, e que está aguardando visitas;
- Ao estacionar seu veículo na garagem, mantê-lo trancado, sem pacotes e objetos à vista e com o alarme ligado;
- Alertar a portaria para que receba as encomendas feitas ou o avise para que vá atender ao entregador na recepção;
- Ser criterioso na autorização de entrada, só admitindo visitantes que conheça;
- Não autorizar a subida de entregadores, e descer à portaria para receber encomendas;
- Não autorizar a subida de nenhum prestador de serviços que não tenha sido requisitado, bem como vendedores, funcionários de instituições de caridade e outros;
- Não abrir a porta do apartamento a estranhos, mesmo que acompanhados de funcionários do condomínios;
- Quando solicitado à portaria, verificar se o assunto lhe diz respeito, e só então descer à recepção para atender;
- Ao contratar empregados (domésticas, babás, motoristas etc.) somente os receber na portaria. Exigir documentação e referências, averiguando a autenticidade e veracidade das informações;
- Não deixar cópias das chaves na portaria, nem os empregados particulares ou do condomínio.
- Moradores dos 1º e 2º andares devem ter um cuidado especial e proteger as áreas de acesso;

- Ao viajar, não comente sua futura ausência perto de pessoas estranhas. Nas ausências prolongadas, peça a um parente para visitar sua casa, para demonstrar a presença de pessoas (abrindo janelas, regando jardins, entrando com carro na garagem, etc.). Não deixe jóias ou dinheiro dentro de casa, mesmo que seja em cofre. Utilize o cofre de bancos. Não deixe luzes acesas, pois durante o dia significam ausência de pessoas. Só deixe a chave com pessoas de absoluta confiança. Feche as portas e janelas com trincos trancas. Reforce a porta da frente com fechaduras auxiliares.

19 de jun de 2013

Dicas para quem está pretendendo morar em condomínio

Confira aspectos que você deve ficar atento ao optar por um condomínio residencial pela primeira vez
Cada vez mais pessoas passam a viver em condomínios residenciais e é importante conhecer os direitos e deveres dos moradores nesses casos.
Cerca de 30 mil pessoas passaram a morar pela primeira vez em condomínios residenciais em São Paulo em 2012, de acordo com uma projeção feita pela Lello Condomínios. E, em geral, as principais dúvidas de quem está de mudança são em relação às despesas e às vagas de garagem, que podem variar conforme a convenção e o regimento de cada empreendimento. Leia abaixo algumas dicas do que é importante prestar atenção ao passar a viver em um condomínio.

1. Informe-se sobre o regulamento do condomínio. “Os novos moradores devem receber informações sobre as normas provisórias, regras de convívio, horários de mudança e normas de utilização dos espaços. Também são informados a quem deverão dirigir as dúvidas relativas a vícios construtivos”, diz Angélica Arbex, gerente de relacionamento com o cliente da Lello Condomínios.

2. Conheça as principais regras gerais. Elas geralmente tratam sobre segurança, barulho, funcionamento do salão de festas, regras para o uso das áreas de lazer e convivência, dinâmica das vagas em garagem, normatização da presença de cães e outros animais de estimação nos apartamentos etc.

3. Participe das assembleias. Há regras que devem ser observadas e os moradores precisam se adaptar à convivência com os vizinhos e funcionários. “É importante que haja harmonia entre todos e o papel do síndico é fundamental nesse sentido. Os moradores devem estar mobilizados para conviver pacificamente, zelando pela boa conservação das áreas comuns, patrimônio de todos”, ressalta Angélica.

4. Acompanhe e opine nas decisões das reuniões de condomínio. O orçamento do condomínio é definido na assembleia ordinária, que normalmente é anual. A partir da aprovação da maioria dos condôminos, a cota condominial é definida. Ao longo do ano pode haver reajustes, principalmente se houver altas nas tarifas de água e energia.

5. Entenda as taxas divididas entre os moradores. Além da unidade privativa (apartamento ou casa), o terreno, a edificação e os equipamentos do condomínio são de propriedade comum. Por isso, as despesas serão rateadas pelos condôminos pela fração ideal (parte indivisível das áreas comuns e de terreno correspondente à unidade autônoma de cada condômino). “Os moradores de condomínios rateiam as despesas da folha de funcionários, que representam cerca de 50% do total, além de água, energia elétrica das áreas comuns, gás, manutenção e conservação de elevadores, portões, bombas e outros equipamentos e de despesas administrativas, que costumam responder por menos de 5% do total”, explica Angélica.

6. Saiba diferenciar despesas ordinárias e extraordinárias. As primeiras se referem ao funcionamento do dia a dia do prédio. Já os gastos extraordinários são as obras de acréscimo ou reforma no condomínio, que precisam ser votadas e aprovadas em assembleia.

7. Prepare-se para um aumento de gastos no final do ano. De acordo com Angélica, em outubro, geralmente acontece o dissídio dos funcionários de condomínios. O melhor é planejar para que esse valor seja diluído ao longo das 12 cotas do ano.
Fonte:webcasas.

17 de jun de 2013

Em caso de chuvas, saiba desligar e religar os elevadores

No período de chuvas é frequente e grande o número de ocorrências de elevadores com componentes danificados por sobrecarga de tensão da rede pública, descarga elétrica ocasionada por raio, ou ainda água que atinge estes veículos de transporte vertical e seus componentes, causando sua paralisação.

O procedimento correto a ser tomado quando ocorrem estas paralisações é chamar a empresa responsável pela manutenção destes equipamentos, para que avalie a extensão do problema e forneça a solução adequada para restabelecer o funcionamento do elevador. Ressaltamos aqui que não é permitido por lei o resgate de passageiros retidos nas cabinas dos elevadores, por pessoas não habilitadas, por oferecer risco de vida a estes usuários durante este procedimento. Apenas os técnicos da empresa responsável pela manutenção dos elevadores e/ou o Corpo de Bombeiros podem fazer este resgate com segurança.

Com o objetivo de fornecer algumas dicas de prevenção com relação à paralisação dos elevadores em época de chuvas, seguem abaixo alguns cuidados que devem ser tomados para evitar danos ao(s) elevador(es).

No início destes temporais, por exemplo:

1) O Zelador ou Síndico deve chamar os elevadores no andar térreo e/ou garagem e, com a ajuda de outra pessoa, segurar a porta aberta para evitar seu deslocamento.

2) Desligar o elevador por intermédio da chave geral localizada normalmente na casa de máquinas ou ainda no térreo/garagem, dependendo da instalação da edificação.

Nunca desligar o elevador em movimento, pois, além de prender as pessoas na cabina, poderá também danificar o equipamento.

3) Após a passagem da tempestade, voltar a ligar a chave geral e efetuar algumas chamadas para se certificar que o mesmo voltou a funcionar corretamente. Ao ligar novamente a chave geral, certifique-se de que ela ficou bem encaixada, caso contrário o elevador funcionará com problemas.

Se no momento ocorrer falta de energia, somente ligue a chave geral depois de alguns minutos após o retorno desta, assim a eletricidade estabilizará evitando dano de sobrecarga no equipamento. O procedimento acima é somente para casos de chuvas de alta intensidade e com raios e ajudará a evitar a queima de motores, componentes eletromecânicos ou eletrônicos dos quadros de comandos, além das fiações em geral.

4) Evite a entrada de água na casa de máquinas e/ou na caixa de corrida dos elevadores. Quando isso ocorre, os elevadores devem ficar desligados por até três dias para que a água evapore, para depois ocorrer a intervenção de um técnico.

Quando isso ocorre, os elevadores devem ficar desligados por até três dias para que a água evapore, para depois ocorrer a intervenção de um técnico.

Para este caso, proceda da seguinte forma

a) Feche as janelas da casa de máquinas quando perceber fortes chuvas.

b) Verifique após a chuva se algum vidro se quebrou. Caso isso ocorra, providencie a troca imediatamente.

Obs.: As janelas da casa de máquinas devem ficar abertas para ventilação, principalmente na época de verão, para refrigerar os componentes ali existentes. As janelas devem ficar fechadas somente no momento da chuva/ tempestade.

5) Em caso de enchente, se os poços forem inundados, enviar a cabina para o último pavimento, desligar a chave geral, comunicar imediatamente a empresa conservadora e não ligar os elevadores até que haja a orientação do técnico.

Estas medidas podem gerar algum transtorno momentâneo, mas os moradores devem ser conscientizados que tais elas são adotadas preventivamente para evitar danos e problemas maiores, tanto em questão de tempo de paralisação dos elevadores, como para os consequentes gastos com os reparos necessários.

Vale dizer que, em geral, os contratos de manutenção de elevadores existentes no mercado, quer sejam com fornecimento de peças embutidos ou não, não cobrem os danos causados pelas ocorrências acima relatadas.

É importante ressaltar que nesta situação de chuvas intensas e de transito caótico na cidade, a tendência é que as empresas despendam um maior tempo para atender a estes chamados, mesmo que sejam tratados de forma prioritária por elas.

Conscientizar os moradores deste fato e manter a calma na condução desta solução é imperativo para que as coisas possam ser resolvidas de forma profissional e eficiente.

Max Santos
Fonte:direcionalcondominios

10 de jun de 2013

A responsabilidade de administrar condomínios


Os síndicos e os participantes do conselho gestor, seja no processo de autogestão ou por contrato com uma administradora,  devem sempre ter absoluta consciência de que administrar um condomínio significa imensa responsabilidade. Afinal, está em jogo a segurança dos moradores, no caso de empreendimento residencial, e dos trabalhadores ocupantes de conjuntos comerciais, bem como o seu conforto, mobilidade, salubridade do ambiente, integridade física das pessoas e instalações e outros aspectos importantes para a qualidade da vida.

Considerados tais pressupostos, é necessária atenção constante com vários itens a serem inspecionados. Desde a simples troca de lâmpadas queimadas até alguns preceitos essenciais para se evitarem problemas e riscos: prevenção e proteção contra incêndios; cuidado com as marquises; atenção constante com a estrutura da edificação; manutenção periódica dos elevadores; verificação permanente da existência de vazamentos e infiltrações; e dedetização anual contra insetos, inclusive o cupim, cuja proliferação pode comprometer até mesmo o concreto.

No tocante à prevenção e proteção contra incêndio, é importante manter em dia os extintores, criar, treinar e reciclar sempre uma brigada apta a enfrentar essas situações. É recomendável, ainda, solicitar uma vistoria ao Corpo de Bombeiros sempre que modificações e reformas forem realizadas. Nesses casos, devem ser analisados o sistema hidráulico, iluminação, saídas de emergências, estruturas de proteção e a mobilidade, caso a reforma tenha alterado entradas e saídas de pedestres e de automóveis.

As marquises dos prédios também devem ser inspecionadas regularmente. A manutenção e a conservação das fachadas devem ser sempre orientadas por um engenheiro. É necessário observar a legislação de cada município com relação à periodicidade e o órgão da prefeitura ao qual o laudo estrutural deve ser entregue.

Ainda com relação à estrutura do edifício há algo absolutamente prioritário: nenhuma reforma de andar, sala comercial ou apartamento residencial, bem como em garagens e áreas comuns, deve ser feita sem a orientação e autorização de um engenheiro, a partir de análise feita na planta estrutural da obra. Alterações em paredes e colunas feitas à revelia desse procedimento podem provocar grandes problemas, inclusive desabamentos, como já tem ocorrido.

Outra recomendação significativa refere-se à sinalização interna, independentemente do porte do empreendimento, seja ele vertical ou horizontal, residencial ou comercial. Em todos os casos é essencial que todos os ocupantes fixos e os visitantes possam identificar com rapidez e clareza as portarias normais e eventuais saídas de emergência, entradas e saídas de garagens, locais de acesso às escadas e aos elevadores, localização de extintores de incêndio e mangueiras. Em empreendimentos de maior porte, como o Cetenco Plaza Torre Norte, também é aconselhável placas sinalizadoras que orientem a locomoção dos visitantes. Isso facilita muito o fluxo de pessoas, principalmente em prédios comerciais com grande movimentação de pessoas.

O controle do acesso de visitantes, obviamente proporcional ao porte do condomínio, é outro item que merece muita atenção, considerando o crescente risco de "arrastões" em edifícios. É sempre recomendável recorrer à tecnologia do controle de acesso, ter câmeras estrategicamente distribuídas nas entradas, elevadores, garagens e áreas comuns, de preferência com a alternativa de gravação das imagens. É importante que o becape das imagens fique guardado em outro local, fora do condomínio, possibilitando a consulta mesmo em caso de danos aos equipamentos e arquivos.

É decisivo, ainda, que os funcionários do condomínio sejam treinados para operar os sistemas, orientar ocupantes e visitantes, controlar o acesso de pessoas e capacitados a enfrentar emergências. Moradores ou trabalhadores, no caso de conjuntos comerciais, devem conhecer as regras e procedimentos, de modo que saibam como proceder em qualquer situação. A boa gestão é crucial para se evitarem problemas, o bom funcionamento dos equipamentos, a melhor convivência das pessoas, preservação e valorização do imóvel.
*Mary Lorena Gurevich, advogada.
Fonte:jb

8 de jun de 2013

Viver em condomínio exige civilidade

Não basta estar em dia com o pagamento das taxas para ser um bom condômino. É preciso andar de acordo com as regras da vida em condomínio. Além disso, é fundamental usar as regras da boa educação, da tolerância, das boas maneiras e exercitar o direito e a obrigação de zelar pelo que é de todos. Para ter sossego e viver em harmonia com as pessoas, deve-se conhecer as normas vigentes no condomínio. Do contrário, corre-se o risco de passar por situações desagradáveis e desgastantes.

Morar em prédios de apartamentos ou em condomínios de casas fechados pode ser mais seguro do que morar em uma casa isolada, mas exige que as pessoas se adaptem a uma vida mais exposta aos vizinhos, à divisão de áreas comuns e a compartilhar decisões. A vida em condomínio implica certo número de direitos e deveres, sendo necessário que cada um respeite seus limites e os limites dos outros moradores. Tranqüilidade, bem-estar e segurança devem ser os objetivos da vida em condomínio.

O barulho é um dos problemas que mais geram atritos no condomínio. É difícil estabelecer o nível de ruído suportável, mas certamente a música em alto volume, o barulho das crianças, latido de cães, festinhas nos apartamentos estão entre os barulhos menos suportáveis pela maioria dos condôminos. Isto sem falar no barulho decorrente de obras de reforma de apartamento.

Para evitar possíveis conflitos, todo condômino deve conhecer e obedecer ao que está estabelecido a esse respeito no regimento interno, que, se não contiver restrições ao barulho nem horários para obras etc. deve ser revisto em assembléia para estabelecimento claro de proibições e de horários para atividades que produzem barulho.

Os moradores que infringem dispositivos da convenção e do regimento interno estão sujeitos a penalidades que variam de acordo com a gravidade e de eventuais danos causados e são aplicadas pelo síndico. Geralmente, o condomínio adverte o infrator, mas a reincidência pode levar à aplicação de multa prevista na convenção ou no regimento interno. Se ainda assim o infrator persistir e o caso assumir contornos mais graves, o síndico tem que se reunir com o conselho e até convocar uma assembléia para resolver a situação, antes de qualquer demanda judicial. O apelo à Justiça pode ser o recurso final.

Queda ou arremesso de objetos das janelas é muito perigoso, por isso o condomínio deve impor normas e punições rígidas e responsabilizar os culpados por eventuais danos materiais ou pessoais (se forem menores de idade, a responsabilidade é dos pais). Vasos e outros objetos colocados nos parapeitos das janelas são uma grave ameaça.

O síndico tem a responsabilidade de alertar quanto ao cumprimento das normas estabelecidas na convenção, não podendo, contudo, ser responsabilizado por eventuais danos físicos ou materiais causados por objetos que caem dos parapeitos ou são atirados pela janela, quando não for identificado o causador do incidente. O condomínio também não responde por problemas dessa natureza.
Fonte:ccmconstruções

6 de jun de 2013

A importância do serviço de portaria em um condomínio

Além de simpático e cordial, o porteiro exerce a importante função de segurança preventiva.
Quem mora em condomínio residencial ou trabalha num condomínio comercial já se acostumou com a figura do porteiro por causa do contato diário. Estes profissionais são fundamentais, precisam ser de confiança, pois são guardiões do patrimônio, educados e sempre dispostos e cordiais com os condôminos, prestadores de serviços e visitantes.

Apesar de muitos associarem a figura do porteiro com a do segurança, eles na prática não andam armados e não exercem ações ostensivas, fazem a respeitável segurança preventiva e exercem função importantíssima de confiabilidade. A postura do profissional de portaria e suas atitudes preventivas são indispensáveis aos condomínios, por isso, o treinamento do porteiro para a melhor execução de sua função é fundamental.

Pois, quando se fala em segurança, nem sempre podemos relacioná-la apenas à força e equipamentos tecnológicos, mas temos também que buscar estratégias que impeçam invasões e assaltos a condomínio, que infelizmente apresentam índices altíssimos em São Paulo e nas grandes capitais do Brasil.

Há um significativo crescimento no número de condomínios verticais e horizontais, residenciais ou comerciais, e esse aumento trouxe junto fatos que demonstram fragilidade na segurança preventiva. Pois, se acompanharmos o noticiário, verificamos que na maioria dos assaltos a estes locais, a falha está justamente no momento da averiguação ou liberação de visitantes e prestadores de serviços.

Porém há como evitar os riscos deixando contratar pessoas despreparadas para a função de porteiro, desatentas ao “entra e sai” de moradores, e que deixa qualquer um entrar, sem confirmar se os moradores autorizaram ou sem checar as placas dos carros, tomando como base apenas a marca e cor do veículo, muitas vezes semelhantes ao de algum condômino. Outra falha comum é quanto à entrada de portadores de serviços, como diaristas, pedreiros, encanadores, entre outros, e até entregadores de pizza e fast-food sem uma regra bem definida de controle de acesso, deixando a decisão para o porteiro.

Por isso, todo condomínio deve possuir regras e normas que precisam ser obedecidas por todos, pois um único deslize ou falta de comprometimento põe em risco a segurança do prédio ou conjunto de casas. Um erro muito comum é o controle de acesso à garagem, em que muitos prédios não possuem em sua estrutura condições adequadas para visualização dos veículos.

Investir em treinamento e tecnologia é muito importante neste quesito de segurança e vale a pena fazê-lo. Atualmente, muitas administradoras, síndicos e condôminos estão dando preferência pelos serviços terceirizados, tanto para portaria como para limpeza, pois os profissionais já chegam treinados e mais preparados para lidar com situações de risco, mantendo-se sempre bem colocados e cientes de como agir para evitar situações desagradáveis ou até mesmo trágicas.

Na contratação de uma empresa de serviços terceirizados, o condomínio não precisa se preocupar com a ausência de funcionários, pois outro deverá cobrir o plantão e com a mesma qualidade de serviço. O síndico e os condôminos não precisam se preocupar com a burocracia da contratação, atestados de antecedência e muito menos com o processo de seleção e treinamento dos funcionários. Antes de serem contratados, os profissionais terceirizados passam por uma triagem e, antes de entrarem na escala de trabalho, passam por um curso específico. Além disso, eles ficam sob a supervisão da empresa que vai aplicar rotinas próprias, gerando mais segurança e trabalho de melhor qualidade.

Com tudo isso, percebemos que a função de porteiro vai muito além da simpatia, sendo de extrema importância!

Artigo de: Marcos Melo – especialista em condomínios da Speed Gold www.speedgold.com.br