30 de ago de 2014

Cuidados na instalação elétrica de casas e condomínios

Instalações elétricas bem mantidas são uma garantia de segurança para casas e condomínios
Muitas vezes, por falta de conhecimento da população e pela ausência de fiscalização, na hora da instalação da fiação elétrica são utilizados produtos de baixa qualidade, que não seguem as normas de segurança. "Um fio grosso nem sempre é sinônimo de segurança. É preciso utilizar o equipamento certo para cada tipo de instalação", explica o eletricista Edson Fernandes, da Água Verde Manutenções Elétricas.

Além de utilizar produtos de baixa qualidade, muitas vezes profissionais não habilitados para a função acabam fazendo instalações que causam problemas futuros. Já a falta de manutenção, nas instalações mais antigas, também ocasiona sobrecargas, curtos-circuitos, choques e até perda do patrimônio. "Um dos maiores problemas hoje nas instalações elétrica são ocasionados por pessoas que fazem instalações elétricas sem segurança. Os pedreiros, por exemplo, que muitas vezes acham que sabem fazer a instalação acabam deixando um trabalho mal feito por desconhecerem os sistemas elétricos, como o uso do disjuntores, painel de distribuição e outros equipamentos que garantem a segurança da fiação", comenta Edson.

Diante desse quadro, o Instituto Brasileiro do Cobre (Procobre) elaborou um guia da Norma Brasileira de Instalações Elétricas, a NBR-5410, norma técnica existente há 60 anos, mas ainda é pouco conhecida por muitos profissionais eletricistas. O guia da norma é ilustrado, com uma linguagem fácil de ser compreendida, e está disponível para download, no site www.procobrebrasil.org, ou pode ser solicitado pelo site www.arandanet.com.br.

Também no site do Procobre, você pode avaliar o grau de qualidade e segurança de sua instalação elétrica, respondendo a perguntas sobre ocorrências na parte elétrica de sua casa. De acordo com suas respostas, você saberá se precisa chamar um eletricista. "Nas residências, as pessoas podem verificar o consumo de energia pela própria conta de luz. A Copel disponibiliza um histórico de consumo de energia. Se está havendo algum tipo de fuga de energia, o consumidor vai saber. Aí é hora de chamar um eletricista". Mas, em se tratando de condomínios, de nada adianta cada apartamento verificar o seu quadro de luz, fiação e equipamentos, se as instalações do prédio não estão em ordem.

Faça primeiro um histórico das contas de energia do condomínio, para verificar se o consumo vem aumentando (o que pode ser indício de problemas). Num circuito antigo sobrecarregado, por exemplo, o revestimento dos fios fica ressecado, podendo causar fuga de enerrgia ou até um curto-circuito. "Na maioria das vezes essa fuga de energia acontece nas iluminações externas, com um fio descascado ou mal isolado. A energia geralmente vai direto para a terra, para um muro, grade ou portão. É daí que vem o choque que muitas pessoas sentem quando encostam em grades ou portões", comenta Edson. Por isso, confie a revisão das instalações sempre a um eletricista habilitado, o qual não deve esquecer de verificar se as emendas de fios, em pontos de luz nos jardins e escadas, estão bem isoladas.

Segurança e Economia!
Além da segurança, também é preciso lembrar da economia. Vazamentos de água, por exemplo, causam maior gasto de energia elétrica, assim como bocais descobertos. Elevadores e sistemas de ar condicionado (especialmente em condomínios comerciais) são os itens que mais consomem energia nos edifícios. Em relação aos elevadores, o uso racional ajuda na economia e a limpeza dos dutos do sistema auxilia na economia, além de garantir a qualidade do ar.

A manutenção periódica do sistema elétrico de um condomínio ou de uma residência
é a melhor maneira de evitar problemas. “Ela evita danos futuros em todas as instalações elétricas”, explica Edson. Alguns dos procedimentos necessários são reapertos de terminais e limpeza de contatos. "O ideal é fazer a manutenção preventiva, ou seja, a troca dos equipamentos antes deles quebrarem, já que custa muito mais caro consertar do que manter”, completa.
Fonte: Procobre Brasil

24 de ago de 2014

10 cuidados na contratação de funcionários para condomínios

Se contratados sem os cuidados necessários, funcionários podem colocar segurança dos moradores em risco.
Câmeras, monitores, botão anti-pânico, sequenciador de imagens alternando as portarias e tantos outros equipamentos contribuem com a segurança no condomínio, mas não são suficientes. Segundo o vice-presidente de Administração Imobiliária e Condomínios do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), Hubert Gebara, o risco para os moradores pode estar dentro do prédio: os próprios funcionários, se contratados sem os cuidados necessários. Uma importante medida de cautela a ser adotada é exigir e renovar o atestado de antecedentes criminais de candidatos a qualquer vaga, desde porteiro, faxineiro, vigia e zelador, entre outros.

Não basta pedir essa documentação só no ato da contratação do funcionário. O ideal é que o atestado de antecedentes seja renovado a cada seis ou 12 meses. Já houve caso de um porteiro que tinha ficha limpa em São Paulo, onde foi contratado. Depois descobrimos que era suspeito de um crime praticado em outro Estado?, diz Gebara.

A seleção prévia do candidato tem de ser feita pela administradora do condomínio, que encaminha os três melhores perfis para o síndico escolher. O procedimento usual da empresa precisa obedecer os seguintes critérios:
1-     Realizar entrevista pessoal com o candidato, de preferência por profissional com conhecimento em processos seletivos e práticas de Recursos Humanos;

2-      - Exigir que o candidato preencha, de próprio punho e com letra legível, ficha com dados pessoais (nome completo, CPF, RG, endereço). Para evitar problemas com homônimos, essa ficha cadastral tem de conter também informações como nome do pai, da mãe, data, ano e cidade onde nasceu. Se possível, a administradora de condomínios deve providenciar análise grafológica das fichas, realizada por profissional capacitado;

3-      - Solicitar, na ocasião da contratação e renovar periodicamente (a cada 6 ou 12 meses), o atestado de antecedentes criminais;
 
4-      - Solicitar certidão negativa de cartório de protestos;

5-      - Solicitar certidão negativa do distribuidor Forense (Justiça criminal);

6-      - Solicitar certidão negativa da Justiça do Trabalho;

7-      - A administradora de condomínios deve analisar ainda, se o aspecto pessoal do candidato é compatível com a função para a qual ele se candidata;
8-      - Buscar referências nos dois últimos empregos do candidato. Falar diretamente com o síndico, para obter informações sobre temperamento e sociabilidade, bem como capacidade e conhecimento técnicos;

9-      - O período de experiência deve obedecer 45 dias de trabalho, prorrogável por mais 45 dias;

10-   - Os síndicos devem pagar aos funcionários dos condomínios salários compatíveis com os praticados no mercado. Assim, evita-se a dupla jornada de trabalho.
Fonte:http:www.faciladm.com.br

23 de ago de 2014

Câmeras de vigilância podem não ser tão seguras quanto você imagina

Cada vez mais as pessoas buscam alternativas para tornar os ambientes mais seguros. São várias as opções, como seguranças particulares, empresas terceirizadas de vigilância, alarmes e muitos outros. O fato é que entre essa grande gama de alternativas, as câmeras de vigilância se destacam como sendo as favoritas.

Presentes em condomínios, bancos, hotéis e nos mais diferentes empreendimentos, desde a banquinha da esquina, até grandes prédios comerciais, esse tipo de monitoramento sempre está lá para nos vigiar.

Porém, segundo um artigo trazido pelo Gizmodo, esse tipo de dispositivo é mais inseguro do que muita gente imagina. De acordo com o site, as câmeras podem ser facilmente hackeadas por indivíduos mal-intencionados.

Isso acontece porque as marcas mais famosas desse tipo de equipamento trazem conexão com a internet para que seja possível a realização de acessos remotos. Tudo bem, isso é um ponto positivo. No entanto, o problema é que, também de fábrica, elas vêm com senhas de acesso muito fáceis – algo que facilita bastante a vida dos hackers de plantão.

E o resultado, segundo Justin Cacak, Engenheiro Sênior de Segurança ouvido pelo Gizmodo, é que os bandidos conseguem assumir o controle das câmeras sem realizar grandes esforços, mudando a direção para a qual elas se encontram apontadas, interrompendo gravações e alterando o nível de zoom dos equipamentos.

Comprovadamente fácil
Para tentar mensurar a facilidade que os hackers encontram na hora de invadir sistemas fechados de segurança, Cacak e a sua equipe conduziram alguns testes com os clientes da sua empresa, a Gotham Digital Science.

Durante o trabalho, o time conseguiu invadir com facilidade mais de 1.000 circuitos de vigilância, acessando-os remotamente pela internet. E o pior: eles encontraram senhas absurdamente fáceis, como “admin”, “user”, “1111” ou “1234”, além de muitas outras.

Esses códigos são geralmente utilizados pelas empresas que vendem os equipamentos e são padronizados para que o “dono” do sistema as substitua por alguma chave de acesso personalizada. Entretanto, segundo o engenheiro, em 70% dos lugares pesquisados isso não ocorreu.

Riscos reais
Senhas fáceis combinadas à uma rede ligada à internet e sem controle de acesso são elementos que facilitam demais a vida dos indivíduos mal-intencionados. E isso pode trazer grandes riscos para o local que as câmeras deveriam ajudar a manter mais seguros.
Fonte:tecmundo.com.br

12 de ago de 2014

Acordo é melhor opção para briga entre vizinhos em condomínios

Falta de pagamento e vagas de garagem são motivos para brigas.
Animais de estimação também causam conflitos entre vizinhos.
Brigas entre vizinhos nos prédios de apartamentos são cada vez mais comuns. As causas mais comuns são a falta de pagamento do condomínio, os animais de estimação e as vagas de garagem. Nesses casos, chegar a um acordo antes de recorrer à Justiça é sempre a melhor opção.
Um morador perdeu a cabeça, quebrou o limpador de pára-brisas, a antena e a maçaneta do carro de uma vizinha. Tudo porque ela estacionou na vaga dele. Em outro caso, uma moradora foi agredida por três mulheres dentro do elevador. Ela teria arranhado o carro de uma delas na garagem e as moradoras acabaram brigando feio. Muitos prédios têm mais carros do que vagas, o que resulta em motoristas ficando presos, sem poder sair. Outro motivo para brigas.

Os condomínios têm mais carros e mais cachorros também. Pesquisa da Associação de Petshops, metade das famílias brasileiras tem animais domésticos. Os síndicos não podem proibir, mas é importante que os animais não incomodem a vizinhança. Em alguns prédios, por exemplo, os cachorros não podem circular na área de lazer e só podem usar o elevador de serviço.
As regras para garantir a boa convivência precisam ser aprovadas em assembléia por, pelo menos, dois terços dos moradores. A convenção do prédio pode definir também multas para punir o condômino antissocial, como prevê o Código Civil.
Antes das multas e até mesmo da Justiça, o melhor caminho ainda é ter uma boa conversa. “Tenta solucionar esse conflito de forma extrajudicial. Converse com esse condômino infrator, veja quais são as razões. Primeiro faça uma notificação ou uma advertência”, sugere Ana Paula Alves Cunha Lima, advogada especialista em direito imobiliário.

A inadimplência das taxas de condomínio também é motivo de dor de cabeça. Quem paga em dia reclama. “Isso causa uma revolta, uma indignação naqueles que pagam, que não deixam de pagar porque sabem que existe uma necessidade de limpeza, de água”, afirma a administradora Fádua Pinheiro.
Os moradores de um prédio de Belo Horizonte conseguiram acabar com a inadimplência, reduzindo os gastos. Eles mandaram construir um poço artesiano e uma subestação de tratamento de água e não usam mais a água da companhia de abastecimento. Além disso, o gás passou a ser encanado. O resultado é uma economia de R$ 10 mil por mês. “O condomínio passou três anos sem aumento, foi fundamental para a economia dos moradores”, relata o síndico Maurício Giacóia.

Como lidar com o barulho (o seu e o do seu vizinho):
- Conheça as regras do condomínio sobre o barulho, como horários permitidos e os tipos de sons toleráveis. Respeitando as regras, você estará respeitando seus vizinhos.
- Se algum vizinho lhe incomodar uma vez ou outra, e não constantemente, se coloque no lugar dele antes de discutir. Um dia, você também poderá receber visitas até um pouco mais tarde, por exemplo.
- É inevitável: crianças fazem barulho. Se o problema persistir, procure o síndico.
- Sons como os passos do vizinho de cima ou móveis se arrastando são muito comuns em quase todos os condomínios. O uso de tapetes pode amenizar o problema.

Como usar a garagem (corretamente!):
- Jamais pare o carro na vaga que não seja a sua, mesmo que por cinco minutos.
- Ao estacionar, não ultrapasse as demarcações da sua vaga e centralize o veículo dentro deste espaço.
- Não use a vaga como depósito de móveis e entulhos.
- Dirija com cuidado, acenda o farol e não ultrapasse o limite de velocidade estabelecido.
- Se bater ou raspar em algum carro, comunique o proprietário do veículo.
Fonte:g1.globo.com

8 de ago de 2014

Em busca de segurança, 210 mil trocam casas por prédio em SP

Praticidade também está entre os motivos da alteração de moradia na capital paulista
Verticalização e adensamento são palavras-chave para explicar e entender o boom imobiliário paulistano. E novos dados ilustram isso: São Paulo ganhou 1.000 prédios residenciais e 210 mil moradores de apartamentos nos últimos cinco anos. Esse tipo de moradia representa 37% (um em cada três) do total dos domicílios paulistanos.

É o que aponta um levantamento realizado pela empresa de administração de condomínios Lello — obtido com exclusividade pelo Estado. Segurança e praticidade são os principais atrativos que levam o paulistano a trocar a casa por um apartamento.

— Mudei principalmente por causa da segurança. Mas também acho bom não precisar me preocupar em cuidar do quintal ou da piscina —, afirma a publicitária Ana Paula da Costa Bezerra, de 44 anos, que vive em um apartamento no Morumbi com os dois filhos.

A dona de casa Heliana Correa Carvalho, de 70 anos, que vive em um apartamento na Granja Julieta, na zona sul, há três anos, mudou por outro motivo.
— A casa era grande e tinha muitas escadas. Por causa da minha idade, não posso ficar subindo e descendo o tempo todo. Sem contar que a casa dava muito trabalho. Como as escadas viraram um problema, a mudança serviu como um ajuste para esta fase da minha vida.

Daniela Martins Ortega, de 34 anos, que se mudou com marido e filho para um apartamento no Butantã, na zona oeste, também fez a escolha por causa da segurança.

— A principal vantagem em morar em apartamento é poder ficar em casa sozinha sem medo.
O raio X mostra ainda que os 21 mil condomínios residenciais paulistanos — considerando apenas os com mais de três andares e orçamento superior a R$ 24 mil por ano — empregam 6.000 pessoas como zeladores, porteiros, faxineiros e garagistas e movimentam R$ 13,2 bilhões por ano, valor superior ao orçamento anual de capitais brasileiras como Curitiba e Porto Alegre.

Desse total, R$ 5,9 bilhões são destinados ao pagamento de funcionários e encargos trabalhistas e outros R$ 2,3 bilhões são gastos com o consumo de água. Os outros principais gastos de um condomínio são com energia elétrica e contratos de manutenção e conservação.
Geografia
O levantamento da empresa também mostra a distribuição dos imóveis. Do total de condomínios residenciais na cidade, 47,3% ficam na zona sul. Outros 33,4% estão localizados na zona oeste, 11,5% na zona leste e 7,8% na região norte.

Em média, cada prédio tem 70 apartamentos. Do total, 15,1 mil condomínios são os chamados "clássicos", com taxa média mensal de R$ 487. Outros 2,5 mil prédios são de médio para alto padrão, com condomínio mensal médio de R$ 718. Os condomínios denominados "grandes conjuntos", com três ou mais torres, somam 1.350. Nesses locais a cota média é de R$ 250 por mês.
São considerados de alto padrão 830 empreendimentos, com taxa média mensal de R$ 1.300. Há 650 do tipo "clube" (com taxa média de R$ 586 por mês) e 120 "econômicos" (R$ 95 por mês).

Para especialistas, a verticalização é um processo irreversível, que se acentuará ainda mais nos próximos anos, como explica o arquiteto e urbanista Pedro Paes Lira, diretor para o Brasil da empresa de Arquitetura, Engenharia e Consultoria espanhola IDOM-ACXT
— O fenômeno existe porque tem demanda: as pessoas querem morar em bairros com melhor estrutura e, aí, o único jeito é adensar. A concorrência pelo espaço é o que faz com que os novos lançamentos sejam verticalizados.

Novatos
A pesquisa também mostra que são duas as principais dúvidas dos novatos na vida de condomínio: como funciona a divisão das despesas em um prédio e qual é o sistema de utilização das vagas de garagem. A empresa de administração afirma que, nos últimos anos, esse tipo de questionamento tem sido "mais intenso", justamente por causa desse fenômeno que leva cada vez mais paulistanos a trocar casa por apartamento.

— Para estes, é uma vida totalmente nova e diferente, com regras estabelecidas —, comenta Angélica Arbex, gerente da Lello.
Entretanto, na contramão dessas dúvidas vem outro dado, que reflete a baixa atuação dos moradores na política do prédio onde moram: 60% dos paulistanos que vivem em condomínio simplesmente ignoram as reuniões. Em média, um prédio realiza duas assembleias por ano.

São encontros importantes — apesar de muitas vezes cansativos, com duração de até três horas — porque definem desde mudanças nas regras até se o dinheiro do condomínio será investido em uma reforma, por exemplo.
— Esse baixo quórum é verificado até mesmo nas assembleias para a eleição do síndico e a aprovação das contas —, afirma a gerente.

A publicitária Ana Paula, por exemplo, admite que não participa das reuniões — mas reconhece que são nelas que acabam determinadas as prioridades para o condomínio.
— Nem todos participam. Então, a minoria decide.
— Eu participo das assembleias. Acho que me ajuda com algumas coisas —, afirma a dona de casa Heliana.
A escriturária Daniela diz que também costuma ir às reuniões — porém, tem uma opinião crítica.

— Não acredito que resolva alguma coisa. A síndica do meu prédio está no cargo há oito anos. Ela fica falando e as pessoas concordam com ela.
As assembleias "campeãs de audiência", quando o número de presentes chega a 80% dos condôminos, são aquelas que têm em sua pauta sorteio de vagas de garagem. Nesse caso, as regras são claras: quem não comparece acaba ficando com os piores lugares para estacionar os veículos no condomínio.

Para realizar o levantamento, a Lello divide a cidade em 180 "quarteirões" — conjuntos de 100 a 200 condomínios. Todos os meses, essas regiões são percorridas, a pé, por funcionários da empresa. Com questionários na mão, eles abordam porteiros e síndicos. Os dados são checados por telefone por uma equipe de teleatendimento.
— A nossa amostragem abrange 96% dos condomínios paulistanos —, afirma Angélica.
Fonte:estadão

5 de ago de 2014

Circulação de animais no condomínio

Trânsito de animais no chão em condomínios
O Agravo de Instrumento Processo nº 2081440-96.2014.8.26.0000 , Relator(a): JOÃO CARLOS SALETTI, em trâmite na 10ª CÂMARA DE DIREITO PRIVADO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO em 13 de junho de 2014, de forma acertada garantiu o direito de diversos moradores de um condomínio popular em Mogi das Cruzes, com 6 torres e mais de 500 moradores, que mesmo sem elevadores, eram obrigados a descer com seus cães pela escada e cruzar mais de 100 metros internamente, da última torre até a rua, com seus animais de estimação no colo.

O relator aduziu em seu voto “Relevante o fundamento recursal. A persistência da medida, como posta, pode inviabilizar a posse e manutenção de cães de estimação, consideradas as particularidades de alguns condôminos e a conformação física do condomínio, formado por prédios residenciais sem elevadores, alguns dos edifícios distantes da rua. Defiro, portanto, a medida liminar para o fim de, como pedido, assegurar que os moradores realizem o trânsito com seus animais no chão, com guia ou trela, entre suas unidades e a rua e vice-versa, sem que sejam obrigados a transportá-los no colo, portanto.”

A manutenção dos animais é exercício ao direito de propriedade, sendo que obrigar os animais a serem transportados exclusivamente no colo cerceia este direito. Obrigar um morador que possui um animal de estimação a circular exclusivamente com o mesmo no colo é abuso da função de síndico, a qual foi delegada a este, pelos demais condôminos, com o fim de desempenhar e fazer cumprir as determinações em assembleia, Regimento Interno e Convenção. Ademais, tal ato conota constrangimento ilegal previsto no Art. 146 do Código Penal.
Constrangimento ilegal
Art. 146 – Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, ou depois de lhe haver reduzido, por qualquer outro meio, a capacidade de resistência, a não fazer o que a lei permite, ou a fazer o que ela não manda:

Pena – detenção, de três meses a um ano, ou multa.
Pleiteavam os agravantes no Recurso, não para que os seus animais transitassem nas áreas comuns, e sim que tão somente de forma mínima, pudessem sair de suas unidades com coleiras e se dirigir com seu animal no chão até a rua, para que pudessem exercer de forma plena o seu direito de propriedade.
As normas precisam ser no sentido de proibir que os animais em circulem em áreas comuns como parquinhos, halls, mas não que sejam impedidas de serem transportados no chão de suas residências até a rua.
São situações distintas, manter animais em áreas comuns, e transportá-los em áreas comuns até a rua.

Neste sentido:
EMENTA Condomínio em edifício de apartamentos. Determinação para que animais transitem pelas áreas comuns apenas no colo dos donos. Desarrazoabilidade da medida. Cães tolerados nos apartamentos, conduzidos pelos donos por guia e coleira, devem ter acesso, ainda que mínimo, às calçadas ou ruas. Pedido de suspensão do pagamento da multa aplicada pelo descumprimento da regra imposta é mera consequência do pedido maior de declaração de nulidade da referida resolução. Preliminar de nulidade afastada. Sentença de parcial procedência mantida por seus próprios fundamentos. Recurso improvido.
Apelação n°: 0123499-46.2008.8.26.0000, 8ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo, Desembargador PEDRO DE ALCÂNTARA DA SILVA LEME FILHO. 02 de outubro de 2013.
O Desembargador Relator Pedro Alcântara da Silva Lemos Filho no seu voto na Apelação n°: 0123499-46.2008.8.26.0000, aduz :

Com razão o i. sentenciante ao observar que: “… Antes da assembleia de 1º. 8.05, havia razoabilidade na disciplina do trânsito de cachorros pelo condomínio. Ou eles eram levados com guia e coleira por seus responsáveis, ou carregados no colo. No entanto, a decisão da assembleia de 1º.8.05 transpassou os limites do que é razoável” (fl. 169).
Assim, cada condomínio através do Regimento Interno, Convenção e Assembleias, pode regular a manutenção de animais em condomínios, desde que não contrariem legislação vigente a qual possibilita a manutenção de animais no interior de unidades, desde que respeitado a saúde, sossego e segurança dos demais moradores Art. 1336, IV, do Código Civil. Sendo desmedida a proibição de circulação de forma mínima de animais de suas unidades até o passeio público e vice-versa.
Fonte:http://www.karpat.adv.br