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31 de ago de 2012

Fachadas expostas à chuva de vento

As paredes ou empenas dos edifícios, expostas a constantes chuvas de vento, como ocorre no Rio de Janeiro com as paredes orientadas para Sul e Sudoeste, necessitam de cuidados especiais.

A chuva de vento penetra pelas frestas e desgasta os tratamentos superficiais; por esta razão a incidência de paredes úmidas com infiltrações mais severas é freqüente. As conseqüências são a formação de mofo, apodrecimento de armários embutidos, estragos em quadros de pintura, etc. Se os problemas forem previstos nos memoriais descritivos é possível eliminá-los pela raiz.

A água penetra pelas paredes por trincas e fissuras, ou por absorção capilar, se a pintura ou o revestimento forem porosos. A diferença fundamental entre uma impermeabilização e uma pintura reside na impermeabilidade ao vapor d'água, da primeira, e á capacidade de respirar, da segunda.

A pintura permeável ao vapor d'água não significa que seja também permeável á água - uma boa pintura é impermeável á passagem da água. Para que uma parede de alvenaria se torne estanque, deve satisfazer ás seguintes condições:

•Ser emboçada com uma argamassa que não fissure e que não seja muito higroscópica;
•Receber a aplicação de um selador antes da pintura;
•Ser pintada com uma tinta impermeável de longa duração. A película da tinta deve possuir adequada espessura para satisfazer aquela condição;

Faz- se necessário alertar a todos para a força que acontece nos capilares, que é a força de sucção, que causa o aparecimento da água nas superfícies internas das paredes expostas aos ventos fortes que exercem força horizontal e de baixo para cima, trazendo, conseqüentemente, graves problemas nas paredes das edificações.

Lembrar que a água penetra sempre nos poros, nas fissuras, nas saliências e prossegue, por capilaridade o seu caminho. Solicite caso necessário as pressões hidrostáticas exercidas pela velocidade dos ventos.

Argamassas 
Conforme a Norma NBR -7200 da ABNT, uma argamassa para revestimento "não deve conter" elementos orgânicos. Isto quer dizer que não deve conter nem saibro nem terra de emboço (terra preta). A norma indica a cal como ligante, mas a experiência dos autores ensinou-lhes que a cal oferece perigo para a pintura.

Recomendamos que a argamassa seja preparada com emprego de um ADITIVO que reduza a relação A/C e que seja plastificante, coesivo e aerante, incorporando alvéolos de ar. Esses tem a propriedade de interromper a penetração da água, tornando a argamassa mais estanque do que uma argamassa sem aditivos. A massa com aditivos não se desidrata e não contrai durante a cura e assim não apresentará fissuras.

Em superfícies sujeitas a chuva e ventos, sugerimos como acabamento antes do isolamento e pintura, á aplicação de revestimento impermeabilizante flexível. Estes revestimentos formam uma camada 100% flexível, resistente a qualquer movimentação da superfície tratada. Por serem flexíveis, não sofrem fissuras ou trincas como os revestimentos SEMI-FLEXIVEIS.

Leonardo Zapla é especialista em Patologias da Construção, Consultor técnico de algumas empresas e diretor da Zapla Serviços Especiais para Engenharia.
Fonte:www.ecivilnet.com